TEMA: Gordofobia
Nossa aula foi:
1ºA,sexta-feira,
15 de maio de 2026 .
1ºB,sexta-feira,
15 de maio de 2026 .
1ºC,sexta-feira,
15 de maio de 2026 .
EIXO TEMÁTICO
Plano Antibullying – 2026 - Gordofobia
HABILIDADE NA BNCC
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
CONTEÚDO
Gordofobia
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a gordofobia como forma de estigma estrutural e cultural, especialmente no ambiente escolar.
Identificar, no texto, exemplos de comportamentos
gordofóbicos e seus impactos na vida das pessoas gordas.
Relacionar a discussão sobre gordofobia aos
direitos humanos, à dignidade, à acessibilidade e à cultura de paz na escola.
Refletir criticamente, de forma individual, sobre
atitudes e discursos que reforçam padrões de corpo e exclusões.
Assumir compromisso pessoal de não reproduzir
práticas gordofóbicas e de promover respeito à diversidade corporal.
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de
aula:
Explicar brevemente que a aula integra o Plano Antibullying 2026, com foco em gordofobia, usando como material principal o texto de Fernanda Fernandes (MultiRio, 2021), entregue impresso aos estudantes.
Contextualizar a temática da gordofobia como forma
de preconceito relacionada à aparência física e ao corpo gordo, conectando ao
cotidiano escolar.
Formular uma pergunta disparadora para resposta
oral voluntária: “Onde vocês percebem piadas, comentários ou situações de
exclusão envolvendo o corpo gordo na escola ou na mídia?”.
Estabelecer combinados de respeito para a aula,
reforçando que não serão aceitos comentários ofensivos.
Distribuir o texto completo com os trechos
numerados de 1 a 11, destacando que o material da aula é o texto de Fernanda
Fernandes (MultiRio, 2021), com falas de Malu Jimenez e outras referências.
Orientar os estudantes a realizar leitura
silenciosa do texto, sublinhando trechos que mostrem:
definição de gordofobia;
exemplos de situações gordofóbicas;
propostas de enfrentamento na escola e pelo poder público.
Interromper a leitura em 2 ou 3 momentos
estratégicos (por exemplo, após o item 3, depois do item 6, e ao final) para:
Formular perguntas de parada rápida, para registro individual em uma folha ou no próprio texto, tais como:
“Como o texto descreve a gordofobia no contexto escolar até aqui?”
“Que sentimentos aparecem nas falas das pessoas gordas?”
“Que responsabilidades a escola e o poder público assumem ou deveriam assumir?”
Estimular cada estudante a anotar, a lápis, pelo
menos uma ideia ou palavra-chave em cada pausa de leitura (metodologia ativa de
anotação e auto-organização de ideias).
Propor que cada estudante escreva, de forma
individual, um pequeno parágrafo-resposta (de 5 a 8 linhas) respondendo à
pergunta:
“Depois da leitura, que mudanças você considera necessárias na escola e na sociedade para enfrentar a gordofobia?”
Orientar os estudantes a retomar trechos do texto
(entre aspas) como base para seu posicionamento, articulando ideia do autor(a)
com opinião própria.
Incentivar os estudantes a indicar ao menos uma
atitude pessoal que pretendem adotar (por exemplo, parar de fazer piadas, não
rir de apelidos, acolher colegas, denunciar situações de bullying).
Convidar 2 ou 3 estudantes a realizar leitura
voluntária de seu parágrafo, garantindo ambiente de respeito e escuta.
Retomar os principais conceitos do texto:
gordofobia, estigma estrutural, exclusão social, acessibilidade, direitos
humanos.
Relacionar a discussão com o Plano Antibullying –
2026 da escola, enfatizando que a gordofobia é uma forma específica de bullying
e violência que precisa ser enfrentada por toda a comunidade escolar.
MATERIAL:
FERNANDES, Fernanda. Gordofobia: o que é e como combater o preconceito contra pessoas gordas na escola. Rio de Janeiro: MultiRio, 07 dez. 2021. Acesso em: 11 maio 2026.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Observação da participação na leitura, nas pausas reflexivas e nos comentários orais (atitude de respeito, escuta, disposição para rever preconceitos).
Análise das respostas escritas nas pausas de leitura (anotações) e,
principalmente, do parágrafo do “minuto de posição”.
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Questão 1 (múltipla escolha): “Gordofobia é: (a) brincadeira; (b) preconceito contra pessoas gordas; (c) elogio” (marcar com X).
Questão 2 (resposta curta): “Escreva uma palavra do texto que mostra como
a pessoa gorda se sente quando sofre gordofobia” (triste, com vergonha, etc.).
Questão 3 (resposta curta): “Escreva uma atitude de respeito que você
pode ter com colegas gordos na escola”.
MATERIAL:
Plano Antibullying – 2026 - Gordofobia e Aparência Física (Corpo, Peso, Rosto, Cabelo).
AULA 13 – Gordofobia
1. “Nós, pesquisadores do corpo gordo, entendemos a gordofobia como um estigma estrutural e cultural que é transmitido em muitos e diversos espaços e contextos na nossa sociedade contemporânea. O pré-julgamento vai acontecer com a desvalorização, a humilhação, a inferiorização, ofensas e até restrições aos corpos gordos e a pessoas gordas de modo geral”, explica Malu Jimenez, professora, doutora em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e autora do livro Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos, fruto de sua tese de doutorado.
2. A pesquisadora destaca que comportamentos gordofóbicos são atitudes que reforçam o preconceito, estereótipos que acabam culminando em situações degradantes e constrangedoras que marginalizam a pessoa gorda e a excluem socialmente.
3. “É uma discussão bem profunda. E isso mostra o quanto a gordofobia está internalizada nas pessoas, seja quando acreditam que um corpo gordo não pode ser saudável e/ou quando acreditam que um corpo magro é saudável. Nem sempre é assim. Inclusive, temos que questionar o que significa ser saudável em uma sociedade totalmente doente”, critica a pesquisadora, comentando que no Brasil, “o país do agronegócio”, não existe soberania alimentar e a maioria da população não tem acesso a três refeições por dia.
4. “É um dado muito interessante para observarmos como nossa maneira de encarar a relação entre corpo e alimentação está totalmente equivocada”, afirma. É necessário e urgente que se fale sobre gordofobia nas escolas, inclusive desde a creche, segundo Malu Jimenez. De acordo com a pesquisadora, é importante encarar o tema com seriedade e investir em formações para toda a comunidade escolar – professores, diretores, coordenadores, profissionais da limpeza, merendeiras e familiares.
5. “É preciso levar esse debate para dentro da escola. Acredito que, inicialmente, por meio de formações promovidas por estudiosos e pesquisadores do corpo gordo e da gordofobia. Existe no Brasil um campo de pesquisa chamado Estudos Transdisciplinares das Corporeidades Gordas. E há muitos pesquisadores em universidades brasileiras. Como educadores, temos que ter cuidado para não reproduzir qualquer tipo de exclusão”, sugere.
6. “Desde criança, aprendemos em casa com a família e, depois, nas escolas, que o corpo belo e saudável é o corpo magro. Infelizmente, o corpo gordo nas Instituições de Ensino segue a Gordofobia estrutural e, portanto, repete a exclusão e estigmatiza a criança/adolescente/adulto gordo, causando fobias, medos, traumas, bullying e suicídios. Os profissionais da educação repetem a estigmatização, e de maneira geral não sabem lidar com o preconceito, culpando na maioria das vezes a própria vítima.”
7. “Conto histórias cuja protagonista é uma menina gorda, que sofre gordofobia dentro da escola. E, junto com as crianças, tentamos resolver esse problema. Existem muitas maneiras de trabalhar esse tema, desde a primeira infância até a fase adulta.
8. “É importante falar que uma pessoa nem sempre é obesa porque é relaxada, desleixada. E nem sempre vai ser a pessoa doente. Primeiro, é preciso conscientizar o adulto. Vamos parar pra pensar... Quem estamos escolhendo para ser ‘a linda rosa juvenil’, nas peças sobre a primavera? Quem estamos escolhendo para ser o matinho? Precisamos desconstruir uma série de coisas. Depois de desconstruirmos, teremos condições de fazer alguma proposta com as crianças em sala de aula”, aponta Andréa Barros.
9. “Vivencio situações gordofóbicas pelo menos uma vez na semana. Os lugares não estão preparados para isso. Passei vergonha no Theatro Municipal do Rio e fiquei sentada no chão, por exemplo. Trabalho no Nível Central e a minha cadeira não me comporta porque sou uma mulher gorda e alta. Se tenho uma reunião e preciso ficar mais de duas horas sentada, é uma luta. Preciso me levantar toda hora porque não suporto ficar tanto tempo em uma cadeira que não está preparada para receber meu corpo”, exemplifica.
10. “Descobri que ser gorda não é um problema, que isso não diminuiria o meu valor. Li, busquei conhecimento para me entender como mulher potente, bonita, sexy, apesar de ser gorda. Entendi que ‘gorda’ é uma característica, e não um palavrão”, reforça a professora.
11. “Atuação do poder público é essencial nesse contexto. É preciso que o debate entre na esfera pública municipal, estadual e federal. Estamos falando sobre projetos de acessibilidade, direitos básicos e direitos humanos. E não adianta colocar cadeiras, adaptar os espaços, se não for feita uma formação com a comunidade escolar, para que todos entendam a importância desse debate e da acessibilidade dessas pessoas”, defende Malu Jimenez.
Nossa aula foi:
1ºA,
1ºB,
1ºC,
EIXO TEMÁTICO
Plano Antibullying – 2026 - Gordofobia
Gordofobia
Os objetivos da aula são:
Compreender a gordofobia como forma de estigma estrutural e cultural, especialmente no ambiente escolar.
Explicar brevemente que a aula integra o Plano Antibullying 2026, com foco em gordofobia, usando como material principal o texto de Fernanda Fernandes (MultiRio, 2021), entregue impresso aos estudantes.
definição de gordofobia;
exemplos de situações gordofóbicas;
propostas de enfrentamento na escola e pelo poder público.
Formular perguntas de parada rápida, para registro individual em uma folha ou no próprio texto, tais como:
“Como o texto descreve a gordofobia no contexto escolar até aqui?”
“Que sentimentos aparecem nas falas das pessoas gordas?”
“Que responsabilidades a escola e o poder público assumem ou deveriam assumir?”
“Depois da leitura, que mudanças você considera necessárias na escola e na sociedade para enfrentar a gordofobia?”
FERNANDES, Fernanda. Gordofobia: o que é e como combater o preconceito contra pessoas gordas na escola. Rio de Janeiro: MultiRio, 07 dez. 2021. Acesso em: 11 maio 2026.
Observação da participação na leitura, nas pausas reflexivas e nos comentários orais (atitude de respeito, escuta, disposição para rever preconceitos).
Questão 1 (múltipla escolha): “Gordofobia é: (a) brincadeira; (b) preconceito contra pessoas gordas; (c) elogio” (marcar com X).
Plano Antibullying – 2026 - Gordofobia e Aparência Física (Corpo, Peso, Rosto, Cabelo).
AULA 13 – Gordofobia
1. “Nós, pesquisadores do corpo gordo, entendemos a gordofobia como um estigma estrutural e cultural que é transmitido em muitos e diversos espaços e contextos na nossa sociedade contemporânea. O pré-julgamento vai acontecer com a desvalorização, a humilhação, a inferiorização, ofensas e até restrições aos corpos gordos e a pessoas gordas de modo geral”, explica Malu Jimenez, professora, doutora em Estudos de Cultura Contemporânea pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) e autora do livro Lute como uma gorda: gordofobia, resistências e ativismos, fruto de sua tese de doutorado.
2. A pesquisadora destaca que comportamentos gordofóbicos são atitudes que reforçam o preconceito, estereótipos que acabam culminando em situações degradantes e constrangedoras que marginalizam a pessoa gorda e a excluem socialmente.
3. “É uma discussão bem profunda. E isso mostra o quanto a gordofobia está internalizada nas pessoas, seja quando acreditam que um corpo gordo não pode ser saudável e/ou quando acreditam que um corpo magro é saudável. Nem sempre é assim. Inclusive, temos que questionar o que significa ser saudável em uma sociedade totalmente doente”, critica a pesquisadora, comentando que no Brasil, “o país do agronegócio”, não existe soberania alimentar e a maioria da população não tem acesso a três refeições por dia.
4. “É um dado muito interessante para observarmos como nossa maneira de encarar a relação entre corpo e alimentação está totalmente equivocada”, afirma. É necessário e urgente que se fale sobre gordofobia nas escolas, inclusive desde a creche, segundo Malu Jimenez. De acordo com a pesquisadora, é importante encarar o tema com seriedade e investir em formações para toda a comunidade escolar – professores, diretores, coordenadores, profissionais da limpeza, merendeiras e familiares.
5. “É preciso levar esse debate para dentro da escola. Acredito que, inicialmente, por meio de formações promovidas por estudiosos e pesquisadores do corpo gordo e da gordofobia. Existe no Brasil um campo de pesquisa chamado Estudos Transdisciplinares das Corporeidades Gordas. E há muitos pesquisadores em universidades brasileiras. Como educadores, temos que ter cuidado para não reproduzir qualquer tipo de exclusão”, sugere.
6. “Desde criança, aprendemos em casa com a família e, depois, nas escolas, que o corpo belo e saudável é o corpo magro. Infelizmente, o corpo gordo nas Instituições de Ensino segue a Gordofobia estrutural e, portanto, repete a exclusão e estigmatiza a criança/adolescente/adulto gordo, causando fobias, medos, traumas, bullying e suicídios. Os profissionais da educação repetem a estigmatização, e de maneira geral não sabem lidar com o preconceito, culpando na maioria das vezes a própria vítima.”
7. “Conto histórias cuja protagonista é uma menina gorda, que sofre gordofobia dentro da escola. E, junto com as crianças, tentamos resolver esse problema. Existem muitas maneiras de trabalhar esse tema, desde a primeira infância até a fase adulta.
8. “É importante falar que uma pessoa nem sempre é obesa porque é relaxada, desleixada. E nem sempre vai ser a pessoa doente. Primeiro, é preciso conscientizar o adulto. Vamos parar pra pensar... Quem estamos escolhendo para ser ‘a linda rosa juvenil’, nas peças sobre a primavera? Quem estamos escolhendo para ser o matinho? Precisamos desconstruir uma série de coisas. Depois de desconstruirmos, teremos condições de fazer alguma proposta com as crianças em sala de aula”, aponta Andréa Barros.
9. “Vivencio situações gordofóbicas pelo menos uma vez na semana. Os lugares não estão preparados para isso. Passei vergonha no Theatro Municipal do Rio e fiquei sentada no chão, por exemplo. Trabalho no Nível Central e a minha cadeira não me comporta porque sou uma mulher gorda e alta. Se tenho uma reunião e preciso ficar mais de duas horas sentada, é uma luta. Preciso me levantar toda hora porque não suporto ficar tanto tempo em uma cadeira que não está preparada para receber meu corpo”, exemplifica.
10. “Descobri que ser gorda não é um problema, que isso não diminuiria o meu valor. Li, busquei conhecimento para me entender como mulher potente, bonita, sexy, apesar de ser gorda. Entendi que ‘gorda’ é uma característica, e não um palavrão”, reforça a professora.
11. “Atuação do poder público é essencial nesse contexto. É preciso que o debate entre na esfera pública municipal, estadual e federal. Estamos falando sobre projetos de acessibilidade, direitos básicos e direitos humanos. E não adianta colocar cadeiras, adaptar os espaços, se não for feita uma formação com a comunidade escolar, para que todos entendam a importância desse debate e da acessibilidade dessas pessoas”, defende Malu Jimenez.