Aula 6 Dimensões sociais da tolerância

TEMA: Dimensões sociais da tolerância
Nossa aula foi:
1ºA, sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026.
1ºB, Clique ou toque aqui para inserir uma data..
1ºC, sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026.
EIXO TEMÁTICO
A tolerância frente às diversidades
 
HABILIDADE NA BNCC
 
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM DO DC-GOEM
 
CONTEÚDO
A tolerância frente às diversidades.
Incentivar a observância das diferenças e a importância da convivência social frente as diversidades pessoais.
 
METODOLOGIA:
Os objetivos da aula são:
Compreender a tolerância como necessidade social no mundo contemporâneo, relacionando-a a globalização, mobilidade, migrações, urbanização e diversidade.
Analisar o papel da escola, família, comunidade e meios de comunicação na promoção da abertura de espírito, escuta mútua e solidariedade.
Identificar a importância de proteger grupos vulneráveis e assegurar igualdade em dignidade e direitos, conectando o texto a situações sociais concretas.
Argumentar com base no texto, construindo propostas de ação cidadã para o cotidiano escolar/comunitário.
 
Para tanto, nos serviremos da seguinte estrutura de aula:
Metodologia ativa principal: Jigsaw (quebra-cabeça) + produção colaborativa.
 
Apresentar o tema e contextualizar o material como documento da UNESCO (1995) e sua tradução em português (USP/UNESCO).
 
Distribuir o texto aos estudantes e orientar leitura individual inicial, com marcação de palavras-chave:
Mundialização da economia: intensificação das relações econômicas globais, aproximando países/mercados e aumentando interdependências.
 
Aceleração da mobilidade: aumento da circulação de pessoas (viagens, migrações, deslocamentos) e de fluxos sociais.
 
Comunicação: ampliação da troca de informações (mídias, redes, tecnologias), encurtando distâncias e ampliando impactos.
 
Integração: maior conexão entre sociedades e grupos, criando convivências mais próximas entre diferenças.
 
Interdependência: dependência mútua entre países, comunidades e grupos; decisões em um lugar afetam outros.
 
Migrações: movimentos de entrada/saída de pessoas entre regiões/países por trabalho, segurança, família etc.
 
Deslocamento de populações: mudança forçada ou necessária de grupos (conflitos, crises, desastres, vulnerabilidades).
 
Urbanização: crescimento das cidades e concentração populacional, gerando novos desafios de convivência.
 
Transformação dos modelos sociais: mudanças nas formas de viver em família, trabalhar, conviver e organizar a sociedade.
 
Diversidade: presença de diferentes culturas, identidades, crenças, valores e modos de vida no mesmo espaço social.
 
Intensificação da intolerância: aumento de atitudes/discursos de rejeição, discriminação e hostilidade ao diferente.
 
Conflitos: tensões e disputas sociais (culturais, políticas, econômicas, religiosas) que podem gerar violência e exclusão.
 
Ameaça potencial: risco de agravamento de conflitos e intolerância, com efeitos negativos para a convivência e a paz social.
 
Ameaça universal: problema que pode ocorrer em qualquer lugar, não limitado a um país específico.
 
Tolerância: disposição de respeitar e conviver com diferenças, garantindo dignidade e direitos mesmo com discordâncias.
 
Âmbito familiar: espaço de relações dentro da família onde valores e atitudes de convivência são aprendidos.
 
Comunidade: conjunto de pessoas e instituições do território (bairro, cidade, grupos) que influenciam normas de convivência.
 
Promoção da tolerância: ações intencionais para incentivar respeito, diálogo e convivência democrática.
 
Abertura de espírito: atitude de acolher novas ideias/pessoas, rever opiniões e reconhecer a complexidade do outro.
 
Escuta mútua: ouvir de forma ativa e respeitosa, considerando a perspectiva do outro (não apenas “esperar a vez de falar”).
 
Solidariedade: apoio e corresponsabilidade com o bem-estar do outro, especialmente em situações de vulnerabilidade.
 
Educação não formal: aprendizagens fora da escola tradicional (projetos, ONGs, movimentos, atividades comunitárias, formações).
 
Lares e locais de trabalho: ambientes cotidianos onde práticas de respeito e convivência podem ser fortalecidas.
 
Meios de comunicação: canais que influenciam opinião pública (TV, rádio, internet, redes sociais) e podem ampliar diálogo ou intolerância.
 
Função construtiva da mídia: contribuir para debate livre e aberto, informar com responsabilidade e favorecer diálogo.
 
Diálogo livre e aberto: conversa pública com respeito, pluralidade e possibilidade de discordar sem violência.
 
Valores da tolerância: princípios como respeito, dignidade humana, direitos, convivência pacífica e reconhecimento das diferenças.
 
Riscos da indiferença: efeitos de “não se importar” com injustiças, permitindo que intolerância e discriminação cresçam.
 
Ideologias e grupos intolerantes: movimentos/discursos que defendem exclusão, superioridade, preconceitos ou violência contra grupos.
 
Igualdade em dignidade e direitos: princípio de que todas as pessoas/grupos devem ser tratados com igual valor humano e proteção de direitos.
 
Grupos vulneráveis: pessoas/grupos mais expostos a discriminação e privações (sociais/econômicas), exigindo proteção reforçada.
 
Desfavorecidos social ou economicamente: grupos com menos acesso a renda, oportunidades, serviços e proteção social.
 
Proteção pelas leis e medidas sociais: políticas públicas e normas para garantir direitos e reduzir desigualdades.
 
Moradia, emprego e saúde: áreas essenciais de direitos sociais que impactam diretamente dignidade e inclusão.
 
Autenticidade cultural: reconhecimento e respeito às expressões culturais próprias de um grupo, sem apagar ou estereotipar.
 
Promoção e integração social e profissional: condições para participação plena na sociedade e no trabalho, com acesso e oportunidades.
 
Educação como meio de integração: papel da escola em garantir aprendizagens, convivência e oportunidades para inclusão.
 
Estudos científicos apropriados: pesquisas para compreender causas da intolerância e avaliar estratégias eficazes.
 
Redes de trabalho: articulações entre instituições/pessoas (nacionais/internacionais) para ação coordenada.
 
Comunidade internacional: conjunto de países e organizações atuando em cooperação diante de desafios globais.
 
Causas profundas: fatores estruturais e históricos por trás da intolerância (desigualdade, medo, desinformação, polarização).
 
Contramedidas eficazes: ações comprovadas para reduzir intolerância (educação, políticas, diálogo, proteção de direitos).
 
Pesquisa e monitoramento: acompanhar dados e efeitos de políticas/ações para ajustar intervenções e prevenir agravamentos.
 
Políticas e ações normativas: decisões do Estado (leis, regulamentos, programas) para garantir direitos e orientar práticas sociais.
 
Formar grupos de especialistas por subtrecho e solicitar: identificar ideias centrais; listar 2 problemas sociais citados/implícitos; registrar 2 exemplos do cotidiano (escola, bairro, internet) que ilustrem o subtrecho; levantar 1 proposta de ação cidadã possível.
Ideias centrais (por subtrecho)
3.1 — Mundo contemporâneo e “ameaça universal”
A tolerância tornar-se mais essencial no mundo moderno devido a mudanças aceleradas (economia global, mobilidade, comunicação, integração e interdependência).
 
Migrações, deslocamentos populacionais, urbanização e transformação de modelos sociais intensificar a convivência entre diferenças.
 
A diversidade existir em todas as regiões, mas a intolerância e os conflitos também se intensificarem, criando risco para qualquer parte do mundo.
 
A intolerância configurar uma ameaça universal, não restrita a um país específico.
 
3.2 — Onde aprender e promover tolerância
A tolerância ser necessária entre indivíduos e também no âmbito familiar e comunitário.
Promover tolerância e formar atitudes de abertura de espírito, escuta mútua e solidariedade ocorrer na escola e universidade, mas também em educação não formal, em casa e no trabalho.
 
Os meios de comunicação poderem atuar de forma construtiva ao facilitar diálogo e debate livres e abertos e ao difundir valores de tolerância.
 
Alertar para o risco da indiferença diante da expansão de ideologias e grupos intolerantes.
 
3.3 — Igualdade de direitos e proteção de grupos vulneráveis
Adotar medidas para assegurar igualdade em dignidade e direitos a indivíduos e grupos humanos onde isso for necessário.
 
Dar atenção especial a grupos vulneráveis e social/economicamente desfavorecidos para garantir proteção legal e medidas sociais.
 
Priorizar proteção e garantia de direitos em áreas essenciais (moradia, emprego e saúde).
 
Respeitar a autenticidade cultural e valores desses grupos e facilitar promoção e integração social e profissional, especialmente por meio da educação.
 
3.4 — Resposta coordenada e baseada em evidências
Realizar estudos científicos apropriados e formar redes de trabalho para coordenar respostas ao desafio global da intolerância.
 
Analisar causas profundas e contramedidas eficazes, com contribuição das ciências sociais.
 
Desenvolver pesquisa e monitoramento para apoiar elaboração de políticas e ações normativas pelos Estados membros.
 
Solicitar produção final do grupo: elaborar um “Mini-plano de convivência tolerante” com 3 ações, sendo 1 ação para sala/escola, 1 para família/comunidade e 1 para ambiente digital/mídias, alinhadas às dimensões discutidas.
 
Socializar produções, realizar roda de escuta e orientar devolutiva formativa, destacando conexões com diversidade, conflitos, vulnerabilidades e pesquisa/monitoramento para políticas.
 
MATERIAL:
UNESCO. Declaração de Princípios sobre a Tolerância: aprovada pela Conferência Geral da UNESCO em sua 28ª reunião, Paris, 16 de novembro de 1995. Tradução para o português: Universidade de São Paulo. São Paulo: UNESCO, 1997.
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA🎒
Aplicar avaliação formativa durante o Jigsaw, observando participação, escuta, cooperação e fidelidade às ideias do texto.
Avaliar o produto do grupo (Mini-plano) com critérios: (1) aderência ao Artigo 3º; (2) clareza e viabilidade das ações; (3) justificativa com evidências do texto (paráfrases corretas); (4) respeito e linguagem cidadã.
 
Aplicar uma tarefa individual curta (5–10 linhas): explicar, com base no texto, por que a intolerância é uma “ameaça universal” e indicar um espaço de atuação (escola, mídia, políticas públicas, comunidade).
 
🔖ATIVIDADE AVALIATIVA FLEXIBILIZADA🎒
Manter os mesmos objetivos essenciais (compreender ideias centrais e propor ações), reduzindo carga de escrita e aumentando mediação e estrutura.
 
Fornecer versão do texto com apoio de leitura (fonte ampliada e espaçamento; palavras-chave destacadas) e oferecer um roteiro com perguntas objetivas por item: “O que está mudando no mundo?” (3.1), “Onde aprender tolerância?” (3.2), “Quem precisa de atenção especial?” (3.3), “Para que servem estudos e redes?” (3.4).
 
Permitir respostas em formatos alternativos: marcar opções, completar frases, responder oralmente para o professor(a) ou gravar áudio curto, além de produzir um Mini-plano com modelo pronto (3 linhas: ação na escola / em casa / na internet).
 
MATERIAL:
Dimensões sociais da tolerância
Artigo 3º — Dimensões sociais
3.1 No mundo moderno, a tolerância é mais essencial do que nunca. Nossa época se caracteriza pela mundialização da economia e uma aceleração da mobilidade, a comunicação, a integração e a interdependência; a grande amplitude das migrações e do deslocamento de populações; a urbanização e a transformação dos modelos sociais. O mundo se caracteriza por sua diversidade, a intensificação da intolerância e dos conflitos, o que representa uma ameaça potencial para todas as regiões. Esta ameaça é universal e não se circunscreve a um país em particular.
3.2 A tolerância é necessária entre os indivíduos e também no âmbito da família e da comunidade. A promoção da tolerância e o aprendizado da abertura do espírito, da ouvida mútua e da solidariedade devem se realizar nas escolas e nas universidades, por meio da educação não formal, nos lares e nos locais de trabalho. Os meios de comunicação podem desempenhar uma função construtiva, facilitando um diálogo e um debate livres e abertos, difundindo os valores da tolerância e ressaltando os riscos da indiferença à expansão das ideologias e dos grupos intolerantes.
3.3 Como afirma a Declaração da UNESCO sobre a Raça e os Preconceitos Raciais, medidas devem ser tomadas para assegurar a igualdade na dignidade e nos direitos dos indivíduos e dos grupos humanos em toda lugar onde isso seja necessário. Para tanto, deve ser dada atenção especial aos grupos vulneráveis social ou economicamente desfavorecidos, a fim de protegê-los pelas leis e as medidas sociais em vigor, especialmente em matéria de moradia, de emprego e de saúde; respeitar a autenticidade de sua cultura e seus valores e facilitar sua promoção e integração social e profissional, em particular por meio da educação.
3.4 Estudos científicos apropriados e redes de trabalho devem ser realizados para coordenar a resposta da comunidade internacional a este desafio mundial, inclusive a análise, pelas ciências sociais, das causas profundas e das contramedidas eficazes, assim como a pesquisa e o monitoramento para apoiar a elaboração de políticas e ações normativas pelos Estados membros.